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Cantinho dos Coworkers

17/07/2017

Confira o relato da nossa coworker Paola Bernardi sobre sua participação no Social Good Brasil Lab

 

Eu sou labber!

 

Mas, peraí, o que isso quer dizer mesmo?

 

Começando do começo: “labber” é a denominação de quem participa do SGB Lab, o laboratório de negócios de impacto social do Social Good Brasil. O processo é parecido com o de uma pré-aceleração para startups, porque trabalha o desenho e validação de iniciativas que usem tecnologia para gerar impacto social e estejam em estágio inicial ou estejam rodando, mas vejam espaço para alguma mudança de rota no processo de (re)validação.

 

 

O Social Good Brasil é a liderança nacional do movimento +Social Good, uma comunidade liderada globalmente por organizações como Fundação das Nações Unidas, PNUD, Fundação Bill & Melinda Gates, Mashable, entre outras, e que promove o uso de tecnologias, novas mídias e o comportamento inovador para contribuir com soluções de problemas da sociedade. Além do Lab, o Social Good fomenta globalmente iniciativas de impacto:

  1. selecionando e capacitando “fellows” e agentes locais como multiplicadores do conhecimento acumulado na rede mundial para plantarem na sua cidade a sementinha da inovação social e do poder das tecnologias (falamos aqui em low e high-tech) para dar escala, abrangência, autonomia e transparência às ações de impacto;

  2. realizando o Festival Social Good anualmente com convidados inspiradores que discutem os caminhos da inovação social para a promoção de impacto positivo na sociedade e no nosso planetinha;

  3. promovendo outras iniciativas que atuam na mesma linha do impacto social;

  4. disponibilizando online material para qualquer um que queira se capacitar ou entender melhor como ser parte da mudança que quer ver no mundo e por a mão na massa.

 Na seleção de 2017, além de resolver um problema social, cada iniciativa ou ideia precisa estar alinhada e apontar uma solução para um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que foram lançados na Assembléia Geral de setembro de 2015 como uma agenda de desenvolvimento sustentável para atuação em 17 frentes e com 169 metas específicas para serem alcançadas em prol da redução das desigualdades e mitigação da mudança climática até 2030, a partir dos resultados obtidos no trabalho com os Objetivos do Milênio. Dando um exemplo, minha iniciativa, que consiste no mapeamento colaborativo e multidisciplinar de territórios educativos para ensino fundamental I, endereça os ODS 4 (educação de qualidade) e 11 (cidades e comunidades sustentáveis).

 

O Lab seleciona 50 empreendedores/iniciativas por turma, com base não só no potencial e histórico pessoal e ideias, mas também considerando o espectro da diversidade: de gênero, faixa etária, classe social, regional. Temos dois colegas surdos na turma e nós ouvintes ficamos encantados com a interpretação em LIBRAS: é a primeira vez que acontece no Lab e há o desejo e desafio de incorporar cegos no próximo. A turma de 2017 é a sétima a usar a metodologia do Lab e somamos 399 labbers Brasil afora (a conta está certinha, houve uma edição especial voltada ao mercado da moda). Eu tenho a honra de ser a primeira pessoa aqui de Ribeirão Preto a fazer parte da confraria!

 

Nossa trilha tem duração de 4 meses e funciona com três encontros presenciais, com quatro dias de imersão cada na sede do Social Good Brasil, que é o Impact Hub Continente em Florianópolis, um ambiente de aprendizagem virtual, webinários, mentorias e desafios para seguir aplicando o aprendizado no desenvolvimento das iniciativas. Começamos incrivelmente bem nas frentes presencial e virtual. O primeiro encontro presencial nos deu, antes de tudo, a oportunidade de conhecer os outros 49 agentes de transformação e suas iniciativas e histórias incríveis e a equipe do Social Good, basicamente uma Liga da Justiça de super-heróis – não dá para ter noção da quantidade de coisas que eles fazem, muitíssimo competentemente, com um sorrisão no rosto e ainda enviando os melhores gifs com memes que há!

Passamos também pelo momento “design thinking” com o espetacularmente competente Edgard Stuber, que tem uma aproximação extremamente prática e centrada no ser humano e não na receita IDEO, o que costumo criticar bastante por ser, como arquiteta, uma design thinker e perceber mais valor em ter opções para agir na prática e escapar um pouco do blábláblá teórico que funcione só como acessório. Mereceu elogios aos milhões da turma toda e encheu de conhecimento – prático! – a bagagem de quem já tem histórico em lidar com esta abordagem.

 E (cerejinha do bolo!) tivemos a oportunidade preciosíssima de trabalhar as ferramentas de design thinking para solucionar um problema real apresentado por uma ONG local. Eu disse que era prática! Um presente fazer parte do grupo que teve contato com a história tocante e inspiradora do Projeto Dorcas, ONG que atua na maior comunidade informal de Santa Catarina e inicialmente lidava com as necessidades da população em situação de rua, mas seus fundadores, Ricardo e Cíntia, conscientes de que a vida na rua era resultado de falta de oportunidades e dos índices baixos apresentados pela escola que serve a comunidade, abriram uma frente de acolhimento de crianças para trabalho educacional de reforço e iniciação ao esporte em contraturno e, a partir daí, atuam na solução de outras questões prementes na comunidade que têm impacto no cotidiano da organização, como relações familiares e qualidade das habitações.

Tivemos ainda a alegria de contar com a participação do Aryel, estudante de serviço social e atual voluntário em preparação para assumir a gestão da ONG que iniciou sua trajetória ali sendo atendido quando mais jovem, no detalhamento da solução que ele escolheu!

 Já no ambiente virtual, o calendário de webinários foi inaugurado brilhantemente pela Alexa Clay, que conversou conosco dando detalhes sobre a Economia dos Desajustados (Misfit Economy) e como encontrou maneiras de hackear o mundo dos negócios a partir de práticas do mercado negro e informal e a Sandra Cemin, da Enspiral (que já tive a felicidade de ver pessoalmente abrindo um TEDxSãoPaulo superemocionante!), falando sobre o futuro do trabalho e como criá-lo a partir da e para se encaixar na realidade em que cada um vive, agora. Teremos também conversas com representantes do Institute for the Future, Perestroika, Sistema B, blockchain (que eu acho uma tecnologia maravilhosa para soluções em âmbito público!) e mais surpresas!

 

Outro ponto muito bacana da metodologia é os desafios não serem um funil, mas um momento mais mão na massa e direcionado por objetivos e atividades bem determinados e perfeitamente exequíveis no tempo proposto: a ideia é que todos os 50 cheguem ao final do processo e quem cumpre os desafios passa para a próxima etapa. Isso facilita muito a constituição de um ambiente colaborativo e vem de encontro ao principal valor do Lab e mesmo do Social Good, que é a formação de uma rede de apoio para construção de parcerias e de negócios que sobrevivam e gerem o impacto pretendido. Resultado até agora é que nos conhecemos há menos de dois meses e a turma já está fervilhando de iniciativas colaborativas tanto com quem se identificou mais por motivos pessoais/ideológicos, com os grupos por atuação (temos de educação, de arquitetos e engenheiros e também um focado em trabalho com mulheres e mães) ou locais (como de Floripa e Porto Alegre).

 

Agora deu para entender porque dá orgulho poder afirmar e usar #eusoulabber? Eu sou, com MUITO orgulho!

 

Paola Bernardi é arquiteta e urbanista (USP), mestre em projeto sustentável (UIC-Barcelona) e especialista em planejamento urbano e regional (UFRGS) e gestão de projetos (FAAP), além de aprendedora voraz com vários cursos nas áreas de sustentabilidade, gamificação e educação.

 Atuou em educação superior como docente nos cursos de arquitetura e urbanismo, gestão pública e turismo; voluntária em organizações que trabalham com design, arquitetura, sustentabilidade e empreendedorismo; ecodesign; gestão de projetos de médio e grande porte, infraestrutura urbana e contrapartidas em construtora e fundo de investimento e gestão imobiliária e planejamento urbano em consultorias.

Atualmente desenvolve projetos de experiências de aprendizagem com base nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS-ONU) voltados ao ensino fundamental I incorporando redes, escuta, gestão democrática, princípios de design thinking, cidade educadora e inteligência coletiva. Conquistou o 3º lugar na trilha educação da Maratona de Negócios de Impacto Social na Campus Party Brasil 9 (2016) com o projeto “Desafio do preguiçoso para salvar o mundo”, que trabalha a investigação e proposta de soluções simples para alcançar os ODS na comunidade usando os conteúdos escolares. Participa da turma de 2017 do laboratório de negócios de impacto social do Social Good Brasil (SGB Lab) com o projeto “cidadEduca”, mapeamento colaborativo de territórios educativos por educadores e educandos e rede multidisciplinar de profissionais que trabalham com espaço urbano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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